comfortable & cool

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Trench: Zara | pants: vintage (mom’s) | sneakers: Adidas

I decided to wear this outfit during one of the days I was in Istanbul, last week. When I travel, my priority to choose the outfits is the comfort. And if with comfortable clothes I can make cool outfits, better! And I think this one is one of the kind. This trench coat is from Zara sale of last year. The classic piece that I love and it goes well with everything. The yellow trousers were from my mom, I found them at home a few days ago. I’m in love with the fabric and color.  They are not the best to wear now, with these cold days, but I think during sunny days I will wear it with oversized knitwear and sneakers. What do you think about this outfit?

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Decidi usar este conjunto durante um dos dias que estive em Istambul, na semana passada. Quando viajo, a minha prioridade para a escolha da roupa que vou levar é sempre o conforto. Se com isso conseguir fazer outfits cool melhor (considero que é o caso deste!). Este trenchcoat é dos saldos da Zara do ano passado, aquela peça clássica que eu adoro e que combina com tudo. As calças amarelas eram da minha mãe (encontrei-as à pouco tempo lá em casa), adoro o tecido e a cor. Infelizmente são demasiado frias para os dias de inverno que já se fazem sentir, mas mesmo assim, sempre que houver um solinho vou usá-las, com camisolões e ténis. O que acham deste conjunto?

T.

What I Wore | Wedding Outfit

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Last Saturday was the wedding of my dear friends. It was a beautiful ceremony where I really had a great time. To celebrate this day I chose to wear something made by my grandma. Everything she does to me is more than a piece of cloth, it’s a beautiful memory that I want to keep with me forever.

Well, the only thing that I knew was that I wanted a midi dress. Something simple, nothing too bulky. About the dress’s top, it was inspired by a photo that I found on Pinterest, after a lot of research. To stay more beautiful and comfortable and to avoid wearing a bra, I asked my grandma to put a breast support inside the dress lining.

The color. Since I consider that is not great to wear white or black at weddings and bright colors are not my thing (except red!), I found this light salmon that I really liked. It’s a really soft and beautiful tone.

The accessories’ choice was quite easy. Something simple with soft tones. This ivory tone clutch was borrowed by a friend and the shoes are from Zara. The fur coat was made by my grandma too but to my mom (a few years ago). I took it with me to avoid being cold and I only wore it at night.

I simply loved the final result. Better than I had imagined. The dress’ cut is harmonious and balanced. Here is it another masterpiece for the collection (thanks a lot grandma <3). Click in the following link to see more details about the outfit that I wore in the wedding – Wedding Outfit Movie .

I hope you like it!

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No sabádo passado foi o casamento de uns amigos. Uma cerimónia muito bonita onde me diverti muito! Para comemorar este dia resolvi pedir à minha avó para me fazer o vestido. Para mim, tudo o que ela me faz é muito mais que uma peça de roupa, é uma recordação bonita que quero manter sempre comigo.

Ora, a única coisa que eu sabia era que queria um vestido midi, com um pouco de roda mas nada demasiado esvoaçante e volumoso. Quanto à parte de cima do mesmo, depois de muita pesquisa, decidi-me por um modelo que encontrei pelo Pinterest. E para ficar mais bonito e confortável nesta zona e evitar o uso de soutien, pedi à minha avó para cozer dentro do forro um suporte para o peito.

A cor. Bem, dado que não convém ir de preto nem de branco, e dado que não sou muito fã de cores vivas (excepto o vermelho!), encontrei esta tonalidade ‘salmão’, muito clarinho, que gostei bastante. Um tom muito suave e bonito.

Quanto aos acessórios a escolha foi relativamente fácil, simplicidade e tons claros. Pedi esta clucth marfim emprestada e comprei estes sapatos na Zara. A capa de pêlo também foi a minha avó que fez, mas para a minha mãe (já tem alguns anos), levei-a comigo caso tivesse frio, acabei por usá-la só à noite.

Adorei o resultado final. O vestido ficou melhor do que tinha imaginado. O corte é harmonioso e equilibrado. E aqui fica mais uma obra de arte para juntar à coleção (obrigada avó <3). Cliquem no seguinte link para verem o vestido e os acessórios ao pormenor – Wedding Outfit Movie .

Espero que gostem!

T.

 

earth and clay

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dress: Zara | sandals: Birkenstock | sunglasses: RayBan

Maybe it seems on purpose, but it wasn’t. All the color pattern in these photos, from the trees, the grass, earth, leaves, clay, and wood makes the perfect match with my outfit.

To run away from the dark colors that I wear during winter, I choose whites, beige and earth and clay tones during summer.

Regarding the dress, it was a purchase during sale season. I love the color, the cut, the flow and the fabric (100% linen). My favorite fabric to wear during summer. I have some doubts about the sleeves because the elastic isn’t comfortable at all, maybe I remove it soon. What do you think about this outfit?

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Pode parecer mas não foi prepositado. Toda a palete de cores destas fotografias, das árvores, da relva, da terra, das folhas, do barro, da madeira… combinam na perfeição com aquilo que tenho vestido.

Para fugir aos tons escuros que uso durante o Inverno, no Verão não me viro para as cores vivas, prefiro sem dúvida os brancos, os beges e estes tons, os tons terra.

Quanto ao vestido, foi uma das aquisições dos saldos. Adoro a cor, o corte, a sua fluidez e o material (100% linho), de longe o meu material preferido para usar durante o Verão. Tenho algumas dúvidas quanto às mangas, o elástico que faz o folho na manga não é de todo o mais confortável, talvez o tire brevemente. O que acham deste conjunto?

T.

belgian streets

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dress: Pull&Bear | shirt: Stradivarius | sneakers: Adidas | earrings: Urban Outfitters

Durante os dias que estive na Bélgica, este outfit foi sem dúvida um dos mais confortáveis. Este little black dress já tens alguns aninhos mas continua a ser um dos meus preferidos, especialmente pela sua gola halter (que infelizmente não dá para ver porque não tirei a camisa). A camisa tambem é antiga mas tem um verde e um corte que eu adoro, por isso ainda a uso imesas vezes. Naquele dia em Bruxelas estava calor, mas algum vento, por isso este foi mesmo o conjunto ideal. Pelas ruas de Bruxelas encontram-se com muita frequência bonitas paredes pintadas com personagens de banda desenhada. Esta, onde decidi fotografar, é uma das minhas preferidas. Espero que gostem.

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During the days I was in Belgium, this outfit was one of the most comfortable. This little black dress is old, but it still is one of my favorites, especially because of its halter collar (unhappily you can’t see it in this photos). The shirt is old too, but I love this green and his cut, so I continue to wear it a lot. In that day in Brussels was hot but windy, so this outfit was the best. On Brussels’ streets are beautiful comic paintings on the walls. This painting is one of my favorites. I hope you like it.

T.

a autenticidade na era do fast fashion | artigo completo

Escrevi para a edição de Junho da revista online Nude Magazine um artigo acerca da era do fast fashion. A edição saiu à cerca de duas semanas e nessa altura partilhei com vocês a novidade apenas no meu instagram. Hoje deixo aqui o artigo completo (para a revista alguns parágrafos tiveram de ser retirados por falta de espaço). Espero que gostem e que deixem a vossa opinião nos comentários.

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I wrote an article for the June edition online magazine Nude Magazine about fast fashion. This edition came out a few weeks ago and in that time I only shared the news on my Instagram page. Today I show you here the complete article (for the magazine some paragraphs were removed for lack of space). Hope you like it and let your opinions on the comments’ box. (Sorry, but the article it’s only in portuguese!).

T.

Conheço-me com um hábito peculiar, olho as pessoas de cima a baixo. Ou melhor, olho para as suas roupas. E vou ao pormenor. Aquilo que escolhes vestir diz muito de ti. Esta segunda pele que podes escolher diz ao mundo aquilo que és, aquilo que pretendes ser ou aquilo que queres que o mundo ache que és.

Quando há cerca de 20 anos chegavam às lojas apenas duas novas coleções, Primavera/Verão e Outono/Inverno, víamo-nos num determinado ritmo de consumo. Agora que temos Mid Season Collections todas as semanas, vemo-nos num ritmo um tanto ao quanto alucinado. É cada vez mais difícil mantermos uma relação sólida com a nossa roupa, estimá-la e vesti-la durante mais tempo porque estamos constantemente expostos às novidades. É cada vez mais difícil optar pela qualidade em vez de quantidade. Do dia para a noite, a peça que comprámos “ontem” (e que usámos apenas uma vez) fica de lado porque hoje saiu uma nova coleção ainda mais incrível. Cada vez compramos mais roupa e cada vez a usamos menos. Os nossos roupeiros estão saturados. E andamos nisto. Andamos neste consumismo a uma velocidade desmedida. E eu, vítima, me confesso.

No meio desta correria perdemos muito. Perdemos dinheiro, os preços baixos praticados pelas grandes cadeias de fast fashion criam a ilusão que temos maior poder de compra. Perdemos autenticidade, com tanta oferta e diversidade é cada vez mais difícil definir e maturar o nosso próprio estilo, aquilo que caracteriza o nosso “eu”. É cada vez mais difícil perceber aquilo que nos faz sentir realmente bem e aquilo que espelha a nossa personalidade. E porquê? Porque é este o propósito do fast fashion: fazer-nos consumir cada vez mais através da diversidade constante a preços baixos. Não, isto não desculpa o nosso consumismo excessivo, mas é de certa forma tentador e manipulador. E facilmente surge a questão: mas afinal quem suporta este boom de novas coleções?

A indústria fast fashion tem a si associada um custo de elevado impacto ambiental e social. É desmedido. É brutal. E nós não fazemos a mais pequena ideia. No documentário The True Cost (Netflix) ficamos com a noção desta realidade e de quanto a falta de transparência das grandes marcas oculta uma verdade cruel. São pessoas como nós, que em condições desumanas fazem aquilo que vestimos. São jovens que trabalham 14 horas e recebem menos de 3 dólares por dia. Trabalham em condições miseráveis pondo em risco as suas próprias vidas e a sua saúde.

Nesta indústria parece-me possível que sejamos nós a ditar as regras. O nosso ritmo de consumo influencia o mercado e tenho a certeza que se optarmos por escolhas mais conscientes e sustentáveis conseguimos ter impacto. Podemos começar, por exemplo, por valorizar a qualidade em vez da quantidade. Ou optar por materiais orgânicos, não prejudicais ao ambiente e à nossa própria pele. Ou ainda, por exemplo, optar pelo vintage e pela segunda mão. Em tempos o Macklemore já dizia e bem “one man’s trash is another man’s treasure”.

Não me parece difícil abrandar um bocadinho e sermos mais ponderados. Por nós, pelo mundo, pelos outros e pelo amor que temos pela moda.

Teresa Silva